Se você é dev PHP e já sonhou em criar um aplicativo de verdade — desses que rodam direto no desktop ou até no celular — sem sair do ecossistema que você já domina, o NativePHP é, no mínimo, algo que vai te fazer levantar uma sobrancelha.
Trata-se de um projeto ainda em beta, mas que promete algo ousado: permitir que você crie aplicações nativas usando Laravel e PHP, com acesso direto a recursos do sistema operacional, interfaces gráficas, banco de dados local, notificações, e por aí vai. Isso vale tanto para desktop quanto para mobile. Sim, é isso mesmo: com PHP.
A comunidade Laravel está em polvorosa — e com razão. Afinal, estamos falando de uma ferramenta que pode transformar completamente o tipo de software que você consegue entregar como dev PHP. Imagine poder empacotar aquele seu painel de administração com uma interface bonita e distribuí-lo como um app de verdade. Ou então criar um appzinho mobile que usa as bibliotecas que você já manja, sem precisar migrar pro Flutter, React Native ou coisa do tipo.
O NativePHP é, sem exagero, um divisor de águas. Ele une a simplicidade do PHP com a possibilidade de acessar APIs nativas do sistema, seja pra usar a câmera, mandar notificação, interagir com arquivos, ou persistir dados localmente com SQLite. E o melhor: com uma curva de aprendizado absurdamente baixa pra quem já tá dentro do universo Laravel.
Esse artigo é pra você que se interessa por inovação, que tá cansado de aprender um framework novo a cada dois meses e quer usar o que já sabe pra ir mais longe. Se você é dev Laravel, dev PHP raiz ou alguém curioso com o que está por vir no desenvolvimento de software, cola aqui. O NativePHP tem muito potencial e chegou a hora de explorar o que ele pode fazer.
Tabela de Conteúdo
Visão Geral do Projeto
O NativePHP ainda tá em Beta, mas isso não quer dizer que o projeto tá pela metade. Muito pelo contrário. O core da ferramenta já funciona, tem uma boa documentação, uma galera da comunidade testando, contribuindo e, principalmente, criando coisas reais com ela. Não é um conceito ou ideia vaga — é código rodando, app funcionando, e devs de verdade brincando com o negócio.
O time por trás do NativePHP está de olho na estabilidade e já anunciou que a versão 1.0 está no radar. E dá pra perceber que não é papo furado: tem updates frequentes, feedbacks sendo ouvidos e um cuidado bem grande com a base. A galera do Laravel tá levando esse projeto a sério, e isso já muda muita coisa. Porque quando o ecossistema Laravel abraça uma ideia, não demora muito pra ela decolar.
Agora, um ponto importante: existe uma diferença considerável entre a maturidade da parte Desktop e da parte Mobile.
No Desktop, a coisa já tá muito mais redonda. Dá pra criar janelas nativas, acessar o sistema de arquivos, rodar notificações locais, usar SQLite, integrar com APIs, fazer instalação como um app nativo e tudo mais. A integração com Laravel é suave, e a experiência geral já passa uma sensação de produto quase finalizado. Quem começar agora já consegue colocar um app na rua com certa segurança.
Já o Mobile ainda está um pouco mais verde. Funciona? Sim. Dá pra testar e brincar com SQLite, rodar algumas integrações e entender a proposta. Mas ainda não é o tipo de coisa que você vai colocar na mão do usuário final amanhã. O foco agora é testar, contribuir com feedback e acompanhar a evolução. É um campo promissor, mas ainda precisa maturar um pouco mais.
Resumindo: NativePHP é um projeto em andamento, mas com bases muito sólidas. Se você quer começar agora, o Desktop é o melhor caminho. Mas se tiver paciência e visão de longo prazo, vale ficar de olho no Mobile também, porque o potencial ali é imenso.
Conceitos Fundamentais
Pra entender o NativePHP de verdade, é bom dar uma espiada no que rola nos bastidores. Porque ele não é só uma camada visual que roda Laravel com uma carinha bonitinha. Ele é, na real, uma ponte entre o universo web e o mundo dos aplicativos nativos — e faz isso de um jeito surpreendentemente elegante.
A mágica começa com a ideia de que você escreve seu app como se fosse uma aplicação Laravel comum. De verdade, você vai criar controladores, rotas, eventos, serviços… tudo aquilo que já tá acostumado. Mas por trás, o NativePHP tá integrando esse backend PHP com tecnologias de interface nativas, como o Tauri no desktop. Ou seja: o PHP continua sendo o motor da sua aplicação, mas agora ele pode controlar janelas, abrir arquivos locais, disparar notificações do sistema, e muito mais.
Laravel ou PHP puro?
Se você já trabalha com Laravel, vai se sentir em casa. O NativePHP foi pensado pra rodar nesse ecossistema, aproveitando tudo que o framework PHP tem de melhor — migrations, Eloquent, middlewares, jobs, eventos. Mas o mais interessante é que ele não depende do Laravel pra funcionar. Você pode usar PHP puro, do jeito que quiser, e ainda assim tirar proveito da integração com o sistema operacional.
Isso abre uma possibilidade legal: dá pra começar simples, com PHP puro, e depois ir migrando pra uma estrutura mais robusta com Laravel. Ou o contrário — começar com tudo organizado e depois otimizar.
Como ele “empacota” tudo isso?
Quando você roda o comando pra buildar seu app, o NativePHP junta sua aplicação PHP com uma interface frontend (geralmente construída com alguma stack JavaScript como Vue ou React, mas isso é opcional), e “embala” tudo como um aplicativo nativo usando tecnologias como o Tauri, que é leve, moderno e multiplataforma. Ele cria um executável de verdade, que roda em Windows, macOS e Linux — como se fosse feito em C++ ou outra linguagem de sistema.
Esse executável carrega um servidor embutido com PHP (sim, um PHP rodando localmente), e uma janela que funciona como o frontend do seu app. Toda a comunicação entre o PHP e o frontend é feita por meio de eventos e chamadas bem definidas — e tudo isso com suporte oficial na estrutura do NativePHP.
Ou seja: você continua escrevendo PHP, continua pensando como um dev web, mas o resultado final é um aplicativo nativo de verdade, com acesso ao sistema, integração com recursos locais e rodando com toda a força do Laravel (ou do seu PHP artesanal, se preferir). É aí que o NativePHP se destaca: ele não inventa moda, só estende o que já funciona — e isso faz toda a diferença.
Aplicações Desktop com NativePHP
O NativePHP vem chamando atenção principalmente por um motivo: ele coloca o PHP no jogo dos apps desktop, coisa que por muitos anos parecia impossível ou até uma piada pronta. Mas não é. Hoje, você já consegue construir aplicações nativas pra Windows, macOS e Linux usando PHP + Laravel, e com uma experiência surpreendentemente profissional. Bora dar uma olhada no que isso significa na prática.
Introdução ao NativePHP Desktop
Quando falamos em NativePHP Desktop, estamos falando da parte mais madura do projeto até agora. Ele ainda está em beta, sim, mas já tem um nível de estabilidade que permite ir muito além de “experimentos”. Dá pra construir aplicações reais e distribuíveis.
As plataformas suportadas são as três grandes: Windows, macOS e Linux. O NativePHP usa o Tauri por trás dos panos, que é leve, moderno e focado justamente em criar apps nativos com tecnologias web. Isso significa que a sua aplicação roda com desempenho decente, sem pesar 300MB como acontece com Electron, por exemplo.
A confiabilidade, claro, depende de como você está lidando com dependências e do quanto você já conhece o stack. Mas a base tá lá, firme o suficiente pra você colocar a mão na massa.

Instalando e criando seu primeiro app
Antes de sair criando janelinhas com Laravel, tem alguns pré-requisitos:
- PHP instalado (versão recente)
- Composer
- Node.js e npm
- Rust (sim, o Tauri precisa dele)
Uma vez que o ambiente tá pronto, instalar o NativePHP é bem simples:
composer global require nativephp/cli
Depois disso, você pode criar um novo projeto com Laravel e iniciar o app com:
laravel new meu-app
cd meu-app
php artisan native:serve
Esse comando abre uma janela de app nativo com sua aplicação Laravel rodando dentro. Você pode criar rotas, usar Blade, acessar bancos de dados… tudo como sempre fez.
UI/Frontend no Desktop
O frontend no NativePHP é bem flexível. Você pode usar Blade com Laravel, se quiser manter tudo no stack PHP, ou pode criar uma SPA com Vue, React, Alpine, o que preferir.
A comunicação entre a interface e o backend em PHP é feita por meio de eventos. Você emite um evento no frontend, o PHP escuta. E o contrário também é possível. Isso é perfeito pra ações como:
- Enviar dados do formulário pro PHP
- Exibir notificações do sistema
- Abrir ou fechar janelas nativas
Um exemplo simples de escuta no PHP:
use Native\Laravel\Facades\Native;
Native::on('meu-evento', function ($payload) {
// Faça algo com os dados
});
E no JS do frontend, você dispara assim:
window.native.postMessage('meu-evento', { nome: 'João' })
Simples e direto. E o melhor: sem precisar montar uma API REST pra isso.
Acesso ao sistema
É aqui que o NativePHP começa a brilhar. Ele expõe diversas funcionalidades do sistema operacional de forma direta e fácil de usar:
- Notificações: com um único método, você pode enviar uma notificação para o sistema do usuário.
- Janelas: abrir janelas extras, modal, splash screen… tudo disponível.
- Menus e ícones: dá pra criar menus nativos e ícones de tray como qualquer app de verdade.
- Arquivos: você pode abrir exploradores de arquivos, ler arquivos do sistema e até salvar conteúdo onde o usuário quiser.
Um exemplo prático de notificação:
use Native\Laravel\Facades\Notification;
Notification::title('Fala aí!')
->message('Seu app em PHP tá rodando bonito.')
->send();
Essas interações deixam de ser “coisa de Electron” e passam a ser parte natural do que você consegue fazer com PHP. E isso, convenhamos, é surreal.
Distribuindo seu app
Depois que você desenvolveu sua aplicação, chegou a hora de empacotar tudo e distribuir para o mundo. E aqui o NativePHP também facilita bastante o processo.
Usando os comandos certos, você consegue gerar executáveis nativos para Windows (.exe), macOS (.app) e Linux (.AppImage ou .deb). A estrutura base é fornecida pelo Tauri, mas você não precisa lidar diretamente com ele. O NativePHP abstrai a maior parte da dor de cabeça.
Claro, você precisa considerar algumas coisas na hora de distribuir:
- Assinatura de código (especialmente no Windows e macOS)
- Chaves e segredos: não deixe nada sensível hardcoded no app
- Updates: pense numa estratégia de atualização (automática ou manual)
Mas o importante é: você pode distribuir seu app como um app de verdade, não como um site disfarçado.

Aplicações Mobile com NativePHP
Se você achava estranho falar de PHP fora do servidor, imagina agora ele indo parar dentro do seu bolso. O NativePHP Mobile é exatamente isso: uma proposta ousada de usar PHP como linguagem principal na criação de apps nativos para Android e iOS. E por mais maluco que isso pareça num primeiro momento, o negócio tem potencial — e já dá pra testar bastante coisa.
Introdução ao NativePHP Mobile
Ainda em beta (como todo o projeto), o NativePHP Mobile está numa fase de construção acelerada, com atualizações frequentes e uma base conceitual sólida. A proposta é clara: permitir que devs PHP usem seu conhecimento pra criar apps mobile com acesso a recursos nativos, sem precisar mudar completamente de stack ou cair em armadilhas de frameworks híbridos.
Ao contrário do desktop, onde o PHP roda de forma local e direta, no mobile a abordagem é um pouco diferente. O NativePHP Mobile atua como um middleware entre sua aplicação web (que pode ser PWA, por exemplo) e os recursos do sistema operacional. Em outras palavras, você ainda pode escrever boa parte do seu app em Laravel ou qualquer stack PHP, e usar o NativePHP pra acessar APIs nativas.
É uma ponte entre o mundo web e o mobile nativo, feita pra quem já domina o primeiro e quer chegar no segundo sem recomeçar do zero.
Sistema e APIs nativas
Mesmo em beta, o NativePHP já entrega suporte para uma boa variedade de recursos nativos dos smartphones. Coisas que normalmente exigiriam Swift, Kotlin ou um plugin obscuro do Cordova estão disponíveis direto com chamadas em PHP. Entre os principais:
- Câmera: você pode capturar imagens ou vídeos nativamente e enviar de volta pro backend.
- Vibração: controle de vibração do aparelho com simples comandos.
- Notificações Push: integração com serviços de notificação, incluindo Firebase.
- Biometria: autenticação via impressão digital ou faceID, dependendo do sistema.
- Criptografia: suporte a criptografia local no dispositivo, útil pra armazenar dados sensíveis.
- GPS, acelerômetro, giroscópio e afins: ainda não disponíveis, mas já estão no radar da equipe como recursos futuros.
Essas funcionalidades são acessadas através de eventos, comandos e respostas que transitam entre o PHP e o shell nativo do app, tudo isso com uma API bem clara e segura.
Trabalhando com Banco de Dados
No mobile, não tem MySQL rodando em localhost. O NativePHP resolve isso com suporte ao SQLite, que é leve, embutido e já usado em praticamente todos os apps mobile modernos.
Você consegue criar tabelas, rodar migrações e persistir dados localmente de forma simples:
- Use migrações como faria num projeto Laravel.
- Prefira manter sua estrutura de dados bem definida, já que o banco estará isolado por dispositivo.
- Cuidado com a perda de dados na desinstalação: quando o usuário remove o app, tudo some. É o comportamento padrão nos sistemas móveis. Se isso for um problema, você vai precisar sincronizar com algum backend remoto (e aí o Laravel entra bonito nessa história).
A ideia aqui é a mesma de qualquer app mobile moderno: use o banco local pra performance e disponibilidade, mas mantenha os dados importantes sincronizados com um servidor.
Segurança no Mobile
Quando falamos de app mobile, segurança deixa de ser “opcional” e passa a ser obrigação mínima. Qualquer brecha vira uma janela aberta pra vazamento de dados, sequestro de tokens e outros problemas que você não quer ter que explicar.
Com NativePHP, algumas boas práticas já são incentivadas desde o início:
- Nada de
.env
com segredos expostos. O app pode cair em mãos erradas — trate sempre o ambiente como hostil. - Use tokens únicos por instalação, preferencialmente com expiração curta (menos de 48h). O ideal é trabalhar com OAuth2, que já lida bem com esse tipo de dinâmica.
- Se for necessário armazenar segredos localmente (como chaves de API inseridas pelo usuário), use a API de criptografia nativa do sistema operacional, algo que o NativePHP expõe de forma simples.
- Sempre que possível, transmita dados sensíveis via HTTPS, com certificados válidos. Isso deveria ser óbvio, mas vale repetir.
A proposta do NativePHP não é só te dar acesso ao mobile — é fazer isso com responsabilidade, mantendo a segurança dos dados do usuário no centro da arquitetura.
Quando usar NativePHP?
Se você chegou até aqui, provavelmente está se perguntando: “tá, mas onde é que o NativePHP realmente se encaixa?” E essa é uma dúvida justa. Afinal, estamos falando de PHP, uma linguagem com DNA de servidor, agora dando as caras em apps de desktop e mobile. Não é todo projeto que vai se beneficiar disso — mas existem cenários em que ele brilha.
Casos de uso ideais
O NativePHP faz mais sentido quando o foco está em produtividade, agilidade e reaproveitamento de stack. Ele é perfeito pra situações como:
- Ferramentas internas de empresas: sabe aquele sisteminha de gestão de tarefas, gerador de relatórios ou integrador de APIs que a galera da TI usa? NativePHP encaixa como uma luva.
- Aplicativos de produtividade: pequenas soluções que precisam rodar no desktop com cara de app nativo. Coisas como geradores de PDF, organizadores pessoais, checklists offline e dashboards interativos.
- POCs e MVPs: se você quer validar uma ideia sem gastar meses aprendendo uma nova stack ou lidando com build complexo, NativePHP te dá uma rota rápida.
- Projetos com stack Laravel consolidada: se sua empresa já roda Laravel e precisa estender algum recurso pro desktop ou mobile, NativePHP te permite fazer isso sem reinventar roda.
A proposta aqui é: use PHP onde ele é útil, mesmo fora do servidor, desde que o contexto permita. E sim, tem muitos contextos em que isso faz sentido.
Limitações atuais
Por mais empolgante que seja, NativePHP ainda é um projeto em beta. E isso traz consigo algumas limitações práticas:
- Desktop é mais maduro que Mobile, mas mesmo o desktop ainda passa por ajustes frequentes.
- Distribuição ainda requer cuidado, especialmente pra Windows e Linux, onde dependências e permissões variam.
- No mobile, recursos como sensores, GPS, notificações avançadas e background tasks ainda estão em desenvolvimento.
- Performance e footprint podem ser um desafio, dependendo do tamanho do seu app e da forma como você organiza os assets.
- Integrações com bibliotecas de terceiros nem sempre são simples, especialmente se forem voltadas pra Electron ou Flutter.
É importante lembrar que estamos falando de um ecossistema novo. Muita coisa funciona bem, mas você ainda vai esbarrar em decisões que exigem malícia de dev — aquele faro pra saber o que vale a pena ou não.
Comparativo rápido com outras soluções
Pra te ajudar a decidir melhor, aqui vai uma visão bem direta do que o NativePHP oferece comparado com outras abordagens:
Tecnologia | Linguagem Principal | Performance | Acesso Nativo | Complexidade | Stack PHP-friendly |
---|---|---|---|---|---|
NativePHP | PHP + Laravel | Média | Boa (em expansão) | Baixa | Altíssima |
Electron | JavaScript + Node.js | Baixa | Limitado via JS | Média | Baixa |
Flutter | Dart | Alta | Excelente | Alta | Baixa |
React Native | JavaScript + React | Alta | Excelente | Média | Baixa |
Se o seu time já domina PHP, Laravel e Blade, não faz sentido jogar isso fora pra aprender Flutter do zero só pra fazer um app de dashboard que roda no Windows. Agora, se você quer uma experiência mobile com animações suaves, alta performance gráfica e acesso profundo ao sistema, talvez o Flutter ou React Native ainda façam mais sentido — pelo menos por enquanto.
O ponto forte do NativePHP está no tempo que você não vai perder reaprendendo tudo. Ele traz o mundo dos apps pra quem já tá cansado de reescrever as mesmas coisas em cinco linguagens diferentes.
No fim das contas, o NativePHP não quer ser o melhor em tudo. Ele quer ser a solução mais acessível pra quem já é da casa do PHP. E só isso já coloca ele alguns passos à frente em muita situação do mundo real.
Conclusão
O NativePHP ainda tá dando seus primeiros passos, mas não dá pra negar que o projeto é promissor. O simples fato de poder criar aplicações desktop e mobile com PHP — sim, aquele PHP que a gente já conhece — já é um baita avanço. E mais do que isso: ele está sendo construído com cuidado, com um ecossistema que respeita a filosofia do Laravel, aproveita o que a linguagem tem de melhor e ainda se propõe a simplificar o que historicamente sempre foi complicado.
O que esperar para o futuro
A promessa é clara: tornar o desenvolvimento de apps nativos com PHP algo natural. A equipe por trás do projeto vem trabalhando duro pra trazer mais estabilidade, novos recursos e suporte a mais APIs nativas. No mobile, muita coisa ainda está em fase experimental, mas os testes já mostram que a base tá sólida. No desktop, já dá pra criar soluções reais, distribuí-las e colocá-las nas mãos dos usuários sem gambiarra.
O plano é chegar na v1.0 com um ambiente confiável, documentado, com integração estável tanto pra quem usa Laravel quanto pra quem prefere PHP puro. E, se a comunidade continuar do jeito que está, esse momento não tá tão longe.
Como contribuir com o projeto
Se você curtiu a ideia e quer fazer parte, tem várias formas de contribuir:
- Testando: use o NativePHP em seus projetos, brinque com ele, descubra onde quebra e reporte tudo.
- Dando feedback: abra issues, participe das discussões e compartilhe suas dores. O time é bem aberto.
- Contribuindo com código: se você tem experiência com PHP ou quer se aprofundar no projeto, pode mandar PRs.
- Ajudando na documentação: sempre tem algo a esclarecer melhor, exemplos a serem adicionados, traduções a fazer.
- Divulgando: escreve um post, grava um vídeo, mostra pra comunidade. Quanto mais gente usando, melhor o projeto fica.
Considerações finais
O NativePHP é aquele tipo de projeto que parece óbvio depois que você entende. Ele não tenta competir com Flutter, Electron ou React Native diretamente. Ele propõe algo diferente: usar o PHP onde ele nunca foi pensado, mas de forma natural e eficiente. E isso tem um valor enorme, principalmente pra quem já vive nesse ecossistema.
Se você é do tipo que vive se perguntando “será que dá pra fazer isso com PHP?”, agora tem mais uma resposta positiva na lista. O NativePHP pode não ser a solução pra tudo, mas já é solução pra muita coisa — e com o tempo, pode se tornar ainda mais.
O jogo mudou. E o PHP, mais uma vez, mostrou que ainda tem muita lenha pra queimar.
Recursos úteis
Se depois de tudo isso você tá com a mão coçando pra testar o NativePHP, aqui vão alguns links e referências que vão te ajudar a mergulhar de cabeça. Como o projeto ainda está em Beta, a documentação e os materiais estão evoluindo constantemente, então vale a pena acompanhar de perto.
Documentação oficial
A porta de entrada obrigatória. A documentação do NativePHP é direta ao ponto, com exemplos e instruções claras tanto pra desktop quanto pra mobile:
Lá você encontra como instalar, configurar, empacotar, além de detalhes sobre eventos, integração com frontend, APIs nativas e muito mais. É onde a mágica começa.
GitHub do projeto
Quer acompanhar o desenvolvimento, ver o código-fonte, abrir issues ou até contribuir com PRs? O repositório oficial é esse aqui:
Vale ficar de olho nas releases, nos milestones e também na aba de discussions, onde muita coisa interessante rola entre os mantenedores e a comunidade.
Comunidade no Discord
Sim, o NativePHP tem uma comunidade no Discord, e ela tá crescendo rápido. Se você tem dúvidas, quer trocar ideia com quem também tá testando ou só ficar por dentro das novidades, é o lugar ideal:
Gente disposta a ajudar, exemplos de uso, feedbacks sobre bugs e sugestões pra evoluir o projeto — tudo rola por lá.
Esses recursos são um ótimo ponto de partida, mas a dica é simples: fuce mesmo. Instale, quebre, explore e, principalmente, compartilhe. NativePHP tá sendo construído junto com a comunidade. Quanto mais gente mexendo, mais rápido ele chega onde a gente quer.