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O que é MongoDB? Guia Completo para Iniciantes

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o que é mongoDB
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Se tem uma coisa que todo programador precisa entender cedo ou tarde, é banco de dados. Seja para armazenar informações de usuários, gerenciar pedidos em um e-commerce ou até mesmo salvar logs de um sistema, os bancos de dados estão em praticamente tudo o que usamos na web. E quando falamos nisso, muita gente já pensa direto em MySQL, PostgreSQL e outros bancos relacionais. Mas e quando os dados não precisam seguir aquela estrutura engessada de tabelas e colunas? É aí que entra o MongoDB.

MongoDB é um banco de dados NoSQL (Not Only SQL), o que significa que ele não usa o formato tradicional de tabelas e registros. Em vez disso, ele trabalha com documentos no formato JSON/BSON, permitindo uma flexibilidade absurda na forma como os dados são armazenados e manipulados. Essa abordagem torna o MongoDB uma escolha excelente para aplicações que precisam lidar com grandes volumes de dados de forma dinâmica, como redes sociais, sistemas de recomendação, aplicações de IoT e até plataformas de streaming.

Empresas como Netflix, Uber e eBay utilizam MongoDB justamente por essa capacidade de escalar rapidamente e lidar com dados sem precisar de esquemas rígidos. Se você já sofreu tentando modelar um banco relacional para um projeto que mudava de requisitos toda semana, pode ter certeza de que MongoDB pode ser um grande aliado. Mas antes de sair instalando, bora entender melhor como ele funciona e quando realmente vale a pena usá-lo.

O que é MongoDB?

Se você já trabalhou com bancos de dados relacionais como MySQL ou PostgreSQL, deve estar acostumado com aquela estrutura clássica de tabelas, colunas e registros. No MongoDB, as coisas funcionam de um jeito bem diferente. Ele é um banco de dados NoSQL que armazena informações no formato de documentos, algo mais parecido com JSON.

MongoDB na prática

Ao invés de tabelas, o MongoDB usa collections (coleções). E no lugar de registros, ele armazena documentos no formato BSON (Binary JSON), uma versão otimizada do JSON que o banco entende melhor. Esses documentos podem ter qualquer estrutura, sem precisar seguir um esquema fixo, o que dá muito mais liberdade na hora de modelar os dados.

Por exemplo, em um banco relacional, um registro de usuário ficaria assim:

idnomeidadeemail
1João Silva25[email protected]

No MongoDB, esse mesmo dado seria salvo assim:

{
  "_id": ObjectId("650b9d4e9f9b8a12c4a9d123"),
  "nome": "João Silva",
  "idade": 25,
  "email": "[email protected]"
}

SQL vs. NoSQL: Qual a diferença?

A maior diferença entre MongoDB e bancos relacionais está na forma como os dados são organizados e acessados. Aqui vai um resumo rápido:

CaracterísticaSQL (MySQL, PostgreSQL)NoSQL (MongoDB)
ModeloTabelas e colunasColeções e documentos
EsquemaEstrutura rígidaFlexível e dinâmico
ConsultasSQLJSON-like (MongoDB Query)
EscalabilidadeVertical (aumentar hardware)Horizontal (sharding e clusterização)

Ou seja, se você precisa de algo altamente estruturado, onde cada campo deve seguir uma regra fixa, bancos relacionais ainda são a melhor escolha. Mas se quer flexibilidade e velocidade para lidar com grandes quantidades de dados que mudam com frequência, MongoDB pode ser a opção ideal.

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No final das contas, não existe um “melhor” ou “pior” entre SQL e NoSQL. O segredo está em entender quando cada um faz mais sentido e usar a ferramenta certa para o trabalho. 

Principais Características do MongoDB

Agora que já entendemos o que é o MongoDB e como ele se diferencia dos bancos relacionais, é hora de ver o que realmente faz esse banco de dados se destacar. Se você já precisou lidar com sistemas de grande escala ou teve dor de cabeça com performance em bancos tradicionais, algumas dessas características vão fazer muito sentido.

Modelo de armazenamento flexível (JSON/BSON)

A primeira grande vantagem do MongoDB é que ele não te obriga a seguir um esquema rígido. Em bancos relacionais, qualquer mudança na estrutura do banco geralmente envolve um baita retrabalho (alterar tabelas, migrar dados, ajustar consultas…). No MongoDB, os documentos dentro de uma coleção podem ter estruturas diferentes entre si, o que facilita muito a adaptação de novas funcionalidades.

Por exemplo, imagine que um e-commerce precisa armazenar dados de clientes. Em um banco relacional, se quiser adicionar um novo campo, tipo “programa de fidelidade”, teria que modificar a tabela inteira. No MongoDB, basta adicionar essa informação nos documentos que precisam dela, sem afetar os outros.

{
  "_id": ObjectId("650b9d4e9f9b8a12c4a9d123"),
  "nome": "Maria Souza",
  "email": "[email protected]",
  "programa_fidelidade": {
    "nivel": "Gold",
    "pontos": 3500
  }
}

Essa flexibilidade faz toda a diferença em sistemas que precisam evoluir rápido.

Escalabilidade horizontal (Sharding)

Se o seu banco de dados começa a ficar gigantesco, um banco relacional normalmente exige máquinas mais potentes (escalabilidade vertical), o que sai caro e tem um limite físico. Já o MongoDB resolve isso com sharding, que divide os dados entre vários servidores (escalabilidade horizontal).

Na prática, isso significa que, em vez de depender de um único banco monolítico, você pode distribuir os dados em vários nós, melhorando o desempenho e garantindo que o sistema continue rápido mesmo com milhões de registros.

Alta performance para leitura/escrita

MongoDB é otimizado para operações rápidas de leitura e escrita. Como ele armazena os documentos em BSON (uma versão binária compacta do JSON), consegue recuperar e inserir dados de forma muito eficiente. Além disso, o banco não precisa rodar joins complexos entre tabelas como no SQL, o que reduz o tempo de processamento.

Se o seu sistema precisa lidar com muitas requisições por segundo, como logs de aplicativos, sensores de IoT ou até mesmo feeds de redes sociais, o MongoDB é uma escolha forte.

Suporte a replicação (Replica Sets)

Para garantir que os dados estejam sempre disponíveis, o MongoDB tem um esquema de replicação automática chamado Replica Sets. Basicamente, ele mantém cópias do banco de dados em vários servidores. Se um nó falha, outro assume automaticamente, sem downtime para a aplicação.

Isso é essencial para sistemas que precisam de alta disponibilidade, como e-commerces e plataformas SaaS. Imagine um site de vendas saindo do ar porque o banco caiu… ninguém quer passar por isso.

Consultas avançadas (Aggregation Framework, Indexação)

MongoDB não usa SQL, mas tem um sistema de consultas bem poderoso. Além das buscas básicas, ele permite:

  • Indexação: melhora a performance das buscas, funcionando de forma parecida com os índices em bancos relacionais.
  • Aggregation Framework: permite processar e transformar dados dentro do próprio banco, como um pipeline de operações (ótimo para relatórios e dashboards).
  • Filtros complexos: consegue buscar documentos dentro de arrays e objetos aninhados com facilidade.

Por exemplo, se um app precisa filtrar pedidos de clientes que gastaram mais de R$ 500 no último mês, o Aggregation Framework resolve isso sem precisar processar tudo na aplicação.

Essas são algumas das principais características que fazem o MongoDB ser uma escolha popular para aplicações modernas. Claro, ele não é a solução para tudo, mas se o seu projeto precisa de flexibilidade, performance e escalabilidade, vale a pena considerar.

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Como Funciona o MongoDB?

Agora que já entendemos o que é o MongoDB e por que ele é tão usado, vamos ver como ele funciona na prática. Diferente dos bancos relacionais, onde temos bancos → tabelas → registros, no MongoDB a organização dos dados segue uma estrutura mais flexível e intuitiva:

Database → Collections → Documents

Ou seja:

  • Database (Banco de Dados): o container principal onde os dados são armazenados.
  • Collections (Coleções): agrupam documentos relacionados, funcionando como as “tabelas” de um banco relacional, mas sem esquema fixo.
  • Documents (Documentos): cada registro dentro de uma coleção, armazenado no formato JSON/BSON.

Tipos de dados suportados no MongoDB

O MongoDB não se limita apenas a strings e números. Ele suporta vários tipos de dados que tornam a modelagem mais dinâmica, como:

  • String: "nome": "João"
  • Number (Int, Double, Decimal128): "idade": 25
  • Boolean: "ativo": true
  • Array: "hobbies": ["futebol", "xadrez", "leitura"]
  • Embedded Document (Objeto aninhado): "endereco": { "rua": "Rua XPTO", "cidade": "São Paulo", "cep": "01000-000" }
  • Date: "data_criacao": ISODate("2024-03-01T10:00:00Z")
  • ObjectId: identificador único para cada documento ("_id": ObjectId("650b9d4e9f9b8a12c4a9d123"))

Agora que você já viu como os dados são organizados, bora colocar a mão na massa com operações CRUD (Create, Read, Update, Delete).

CRUD Básico no MongoDB

A melhor forma de aprender é com código, então aqui vai um guia rápido das operações essenciais no MongoDB.

Criando um banco e uma coleção

Antes de adicionar dados, precisamos criar um banco e uma coleção. No MongoDB, isso acontece automaticamente ao inserir o primeiro documento:

use meuBancoDeDados  // Cria (ou seleciona) o banco
db.usuarios.insertOne({ nome: "Maria", idade: 28, email: "[email protected]" })  

Esse comando cria a coleção usuarios e adiciona um documento dentro dela.

Criando documentos (Create – Inserir dados)

Podemos inserir um único documento ou vários ao mesmo tempo:

// Inserindo um usuário
db.usuarios.insertOne({ nome: "Carlos", idade: 30, email: "[email protected]" })  

// Inserindo vários usuários de uma vez
db.usuarios.insertMany([
  { nome: "Ana", idade: 25, email: "[email protected]" },
  { nome: "Pedro", idade: 35, email: "[email protected]" }
])

Lendo dados (Read – Buscar documentos)

Agora vamos buscar os dados armazenados.

// Buscar todos os usuários
db.usuarios.find()  

// Buscar um usuário específico
db.usuarios.findOne({ nome: "Maria" })  

// Filtrar usuários com idade maior que 28 anos
db.usuarios.find({ idade: { $gt: 28 } })  

Aqui usamos $gt (greater than – maior que) para filtrar usuários com idade maior que 28. Existem várias outras operações como $lt (menor que), $eq (igual), $ne (diferente), entre outras.

Atualizando documentos (Update – Modificar dados)

Se precisarmos atualizar um usuário, podemos usar updateOne ou updateMany:

// Atualizando a idade da Maria
db.usuarios.updateOne({ nome: "Maria" }, { $set: { idade: 29 } })  

// Aumentando 5 anos na idade de todos os usuários
db.usuarios.updateMany({}, { $inc: { idade: 5 } })  

O $set define um novo valor para o campo, enquanto $inc incrementa o valor existente.

Deletando documentos (Delete – Remover dados)

Para remover documentos, temos deleteOne e deleteMany:

// Removendo um usuário específico
db.usuarios.deleteOne({ nome: "Carlos" })  

// Removendo todos os usuários com idade maior que 50
db.usuarios.deleteMany({ idade: { $gt: 50 } })  

Essas são as operações básicas do MongoDB. Simples, direto e muito mais flexível do que a estrutura tradicional de SQL. No próximo tópico, vamos ver alguns cenários onde o MongoDB brilha e onde ele pode não ser a melhor escolha.

Casos de Uso e Vantagens

O MongoDB não é só um banco de dados moderno, ele resolve problemas reais que bancos relacionais muitas vezes enfrentam. Sua estrutura flexível e escalabilidade fazem dele uma ótima escolha para vários tipos de aplicações. Mas em quais cenários ele realmente brilha?

Onde o MongoDB se destaca

  1. Big Data e análise de dados
    Aplicações que precisam lidar com grandes volumes de dados não estruturados ou semiestruturados encontram no MongoDB uma solução eficiente. A escalabilidade horizontal e a capacidade de armazenar documentos de diferentes formatos sem um esquema fixo fazem dele uma opção natural para projetos de análise de dados, logs e monitoramento.
  2. Internet das Coisas (IoT)
    Sensores e dispositivos IoT geram grandes quantidades de dados em tempo real, muitas vezes com formatos variados e mudanças frequentes na estrutura. O modelo de documentos do MongoDB permite armazenar esses dados sem a rigidez de tabelas relacionais, tornando o armazenamento e a consulta mais ágeis.
  3. Sistemas de gerenciamento de conteúdo (CMS)
    Plataformas que precisam armazenar conteúdos dinâmicos, como blogs e sites de notícias, se beneficiam da flexibilidade do MongoDB. Diferentes tipos de conteúdos podem ser armazenados sem a necessidade de definir esquemas fixos, o que facilita a adaptação a novos formatos sem precisar reestruturar o banco.
  4. E-commerce e catálogos de produtos
    O MongoDB é amplamente usado em plataformas de comércio eletrônico devido à sua capacidade de armazenar produtos com diferentes atributos. Enquanto um banco relacional exigiria várias tabelas e relacionamentos complexos para lidar com diferentes tipos de produtos, no MongoDB cada produto pode ser um documento com seus próprios campos, tornando a estrutura mais simples e eficiente.

Diferenças entre MongoDB e bancos relacionais

Embora o MongoDB tenha muitas vantagens, ele não é um substituto direto para bancos como MySQL ou PostgreSQL. Cada um tem seus pontos fortes, e a escolha entre eles depende das necessidades do projeto.

  1. Modelo de dados
    No MySQL e PostgreSQL, os dados são armazenados em tabelas rígidas com colunas bem definidas. No MongoDB, os dados são armazenados como documentos JSON/BSON, permitindo maior flexibilidade, mas sem garantias de estrutura fixa.
  2. Relacionamentos
    Bancos relacionais foram projetados para lidar com relacionamentos complexos entre tabelas usando joins. O MongoDB evita joins e favorece documentos aninhados, o que melhora a performance, mas pode gerar redundância de dados dependendo do design do banco.
  3. Escalabilidade
    O MongoDB foi desenvolvido com escalabilidade horizontal em mente. Ele suporta sharding, distribuindo os dados entre vários servidores de forma nativa. Já bancos relacionais tradicionalmente escalam melhor na vertical, ou seja, aumentando o poder de um único servidor.
  4. Transações
    MySQL e PostgreSQL oferecem suporte robusto a transações ACID, garantindo a integridade dos dados mesmo em operações complexas. O MongoDB, embora tenha evoluído nesse aspecto, ainda não é a melhor opção para aplicações que exigem transações complexas e altamente consistentes.

O MongoDB não é a solução definitiva para todos os problemas, mas quando usado nos cenários certos, ele pode trazer vantagens significativas em termos de flexibilidade, escalabilidade e performance.

Instalação e Primeiros Passos

Antes de começar a trabalhar com o MongoDB, é preciso instalar e configurar o ambiente. Felizmente, o processo é relativamente simples, independentemente do sistema operacional. Além da instalação do servidor, também é útil conhecer ferramentas como o MongoDB Compass e o MongoDB Shell, que facilitam a administração e a execução de comandos no banco de dados.

Instalando o MongoDB

A instalação do MongoDB varia conforme o sistema operacional. Veja abaixo como configurar em cada um deles.

Linux (Ubuntu/Debian)

No Linux, a melhor forma de instalar o MongoDB é utilizando os repositórios oficiais.

  1. Adicione a chave GPG do MongoDB: wget -qO - https://www.mongodb.org/static/pgp/server-7.0.asc | sudo apt-key add -
  2. Adicione o repositório ao APT: echo "deb [ arch=amd64 ] https://repo.mongodb.org/apt/ubuntu focal/mongodb-org/7.0 multiverse" | sudo tee /etc/apt/sources.list.d/mongodb-org-7.0.list
  3. Atualize os pacotes e instale o MongoDB: sudo apt update sudo apt install -y mongodb-org
  4. Inicie e habilite o serviço: sudo systemctl start mongod sudo systemctl enable mongod

Windows

No Windows, o MongoDB pode ser instalado através do instalador oficial.

  1. Baixe o instalador no site oficial:
    https://www.mongodb.com/try/download/community
  2. Execute o instalador e siga as instruções. Certifique-se de marcar a opção para instalar o MongoDB como um serviço.
  3. Após a instalação, abra um terminal como administrador e inicie o serviço: net start MongoDB

MacOS

Usuários de Mac podem instalar o MongoDB via Homebrew.

  1. Atualize o Homebrew e instale o MongoDB: brew update brew tap mongodb/brew brew install [email protected]
  2. Inicie o serviço: brew services start [email protected]

Ferramentas essenciais: MongoDB Compass e MongoDB Shell

Depois de instalar o MongoDB, é útil conhecer algumas ferramentas que facilitam a interação com o banco de dados.

MongoDB Compass

O MongoDB Compass é uma interface gráfica que permite visualizar e manipular dados no banco sem precisar escrever comandos no terminal. Ele é especialmente útil para quem está começando e quer explorar a estrutura dos documentos de forma mais intuitiva. Pode ser baixado diretamente do site oficial.

MongoDB Shell (mongosh)

O MongoDB Shell (mongosh) é a interface de linha de comando do MongoDB. Ele permite executar comandos diretamente no banco e é fundamental para desenvolvedores que precisam interagir com o MongoDB de forma mais eficiente.

Para acessar o MongoDB Shell, basta rodar:

mongosh

Caso esteja rodando em um servidor remoto, a conexão pode ser feita com:

mongosh "mongodb://ip-do-servidor:27017"

Com a instalação feita e as ferramentas configuradas, o próximo passo é começar a trabalhar com o banco, criando coleções, inserindo documentos e explorando as funcionalidades do MongoDB.

Desvantagens e Limitações

O MongoDB é uma ferramenta poderosa, mas não serve para tudo. Como qualquer tecnologia, ele tem suas limitações e situações em que não é a melhor escolha. Antes de decidir usá-lo, é importante entender seus pontos fracos e como eles podem impactar um projeto.

Quando não usar MongoDB

Apesar da flexibilidade e escalabilidade, o MongoDB pode ser um problema em alguns cenários. Se o seu projeto precisa de transações altamente consistentes ou possui relações complexas entre os dados, um banco relacional provavelmente será uma escolha mais adequada.

Alguns casos onde o MongoDB pode não ser a melhor opção:

  • Sistemas financeiros e contábeis: aplicações bancárias e financeiras exigem consistência absoluta nos dados. Embora o MongoDB suporte transações ACID desde a versão 4.0, bancos relacionais como PostgreSQL e MySQL ainda são mais confiáveis para esse tipo de aplicação.
  • Aplicações com estrutura de dados fixa e altamente normalizada: se os dados seguem um modelo rígido e não há necessidade de flexibilidade, um banco relacional pode ser mais eficiente e seguro.
  • Projetos pequenos sem necessidade de escalabilidade: se a aplicação não tem grandes volumes de dados e não precisa de escalabilidade horizontal, um banco relacional pode ser mais simples de gerenciar e consumir menos recursos.

Problemas de consistência e modelagem de dados

Uma das características do MongoDB é a ausência de joins entre coleções, o que pode gerar duplicação de dados. Em bancos relacionais, a normalização evita esse tipo de problema, garantindo que os dados sejam mantidos de forma mais organizada.

Além disso, o MongoDB trabalha com consistência eventual por padrão, o que significa que em sistemas distribuídos, pode haver um pequeno atraso na replicação de dados entre nós. Para aplicações que exigem que as informações estejam sempre atualizadas em tempo real, isso pode ser um problema.

Outro ponto crítico é a modelagem de dados. No MongoDB, o design da estrutura de dados depende do caso de uso e pode não ser tão intuitivo para quem vem do mundo relacional. A falta de um esquema fixo pode levar a inconsistências caso o controle sobre os documentos não seja bem feito.

Comparação com bancos relacionais em cenários específicos

Para entender melhor quando usar ou não o MongoDB, vale comparar com bancos relacionais em alguns cenários práticos:

CenárioMongoDBBanco Relacional (PostgreSQL, MySQL, etc.)
Aplicações financeirasNão recomendado (consistência e transações)Altamente recomendado
Big Data e análise de logsRecomendado (escalabilidade e flexibilidade)Pode ser ineficiente
CMS e e-commerceRecomendado (modelos de dados flexíveis)Depende da estrutura do projeto
Aplicações com relações complexasPode ser problemático (sem joins nativos)Melhor opção
Pequenos projetos sem escalabilidadePode ser um exageroMelhor opção pela simplicidade

O MongoDB pode ser uma excelente escolha para diversos casos, mas é essencial entender suas limitações antes de adotá-lo. Em alguns projetos, um banco relacional pode ser mais eficiente e evitar dores de cabeça no longo prazo.

Conclusão

O MongoDB se consolidou como uma das principais opções entre os bancos de dados NoSQL, trazendo uma abordagem flexível e escalável para armazenamento de dados. Sua estrutura baseada em documentos JSON/BSON facilita a manipulação de informações em aplicações modernas, especialmente aquelas que lidam com grandes volumes de dados ou exigem alta disponibilidade.

Entre as principais vantagens do MongoDB, destacam-se o modelo de dados flexível, a escalabilidade horizontal eficiente e a alta performance em operações de leitura e escrita. Ele é uma excelente escolha para aplicações que exigem velocidade e adaptação, como sistemas de Big Data, plataformas de IoT, e-commerces e serviços de streaming.

Por outro lado, ele não é a melhor opção para todos os casos. Sistemas que exigem transações complexas e forte consistência, como aplicações financeiras, ainda se beneficiam mais dos bancos relacionais tradicionais. Além disso, a modelagem de dados no MongoDB exige um entendimento cuidadoso para evitar problemas futuros, especialmente em projetos de grande porte.

Para quem quer se aprofundar no MongoDB, o próximo passo é experimentar na prática. A documentação oficial do MongoDB é um excelente ponto de partida, trazendo tutoriais e exemplos detalhados. Além disso, há cursos online que abordam desde os conceitos básicos até arquiteturas avançadas. Testar o MongoDB localmente ou em serviços na nuvem, como MongoDB Atlas, também é uma ótima maneira de entender melhor seu funcionamento e explorar seus recursos.

No final das contas, a escolha entre MongoDB e outros bancos de dados depende do contexto do projeto. Entender os prós e contras de cada tecnologia é essencial para tomar a melhor decisão e construir aplicações eficientes e escaláveis.

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Brayan

Bacharel em Sistemas de Informação pela Faculdade Maurício de Nassau e desenvolvedor de software. Produzo conteúdo e gerencio blogs. Sou especialista em desenvolvimento web e SEO de sites.

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